“Ele vem de outra cirurgia, fez uma artroscopia há pouco tempo na Argentina. Vamos esperar ele chegar. É público e notório que o Cruzeiro não tem intenção de utilizá-lo. Ele tem alguns meses de contrato, tentamos fazer um acordo várias vezes, mas ele prefere ficar recebendo o salário, ele tem esse direito. O futebol às vezes tem disso, dá certo e errado”, disse o diretor de futebol, Alexandre Mattos, em entrevista a rádio Itatiaia.
Em 2012, o atacante foi emprestado ao Independiente, da Argentina, com parte dos salários custeada pelo Cruzeiro. Agora sem propostas que satisfaçam o jogador, ele treinará na Toca da Raposa II. “Esse caso temos que respeitar o que foi feito no passado e cumprir, ou ter um acordo, mas para ter um acordo ele tem que querer. Ele não dá nenhum sinal que vá aceitar um tipo de acordo. Vamos esperar o Farías e vê como ele está. Se permanecer no Cruzeiro, vamos encaminhar para fazer o treinamento dele normalmente”, acrescentou Mattos.
Herança de Perrella
Farías pode ser considerado uma herança indigesta do ex-presidente Zezé Perrella para a gestão Gilvan de Pinho Tavares. O atacante chegou à Toca da Raposa em julho de 2010, contratado junto ao Porto-POR com status de estrela e um alto custo mensal.
Antes de sua eleição, Gilvan chegou a dizer que Farías e Ortigoza não se encaixavam no seu perfil de administração. “Não é o momento de criticar esse ou aquele jogador, mas eu acho que eles não têm o meu perfil. Se você ouvir a torcida do Cruzeiro para saber se eles têm o perfil do Cruzeiro, eles vão dizer que não tem. Se não tem, não vamos contrariar a torcida do Cruzeiro”, disse Gilvan, em setembro de 2011.
Ortigoza foi embora do clube no fim daquela temporada, mas Farías seguiu no Cruzeiro. Em 2012, foi emprestado ao Independiente, mas novas ofertas não foram aceitas por clube e atleta. Até o fim do contrato, em julho, o atacante tem mais R$ 1,4 milhão para receber do Cruzeiro.
Fonte: SuperEsportes








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