O desempenho do Cruzeiro neste início de temporada vem agradando ao técnico Marcelo Oliveira, mas o time demonstra dificuldades na hora de finalizar as jogadas. O resultado é que o poderoso ataque da temporada passada não tem feito tantos gols até o momento. Após o empate sem gols contra o Atlético-MG, domingo passado, o treinador lamentou chances desperdiçadas que poderiam ter dado a vitória ao time celeste.
Em relação aos primeiros jogos da temporada passada, os números apontam certa dificuldade dos cruzeirenses em balançar a rede. Enquanto nos primeiros seis jogos oficiais de 2013 a equipe marcou 14 gols, nesta temporada foram apenas sete, média de 1,1 por partida. Já no ano passado a equipe marcou 132 tentos em 60 jogos e obteve ótima média de 2,2 tentos por jogo.
Um dos motivos para esse rendimento ofensivo abaixo do esperado é o aproveitamento inferior dos homens de frente. Até o momento, dos sete gols marcados pela equipe, apenas três foram de jogadores que compõem o quarteto ofensivo (Dagoberto, Ricardo Goulart e Moreno), outros três por homens de defesa (Bruno Rodrigo e Léo, duas vezes) e um contra (Fábio Fidelis).
Os jogadores de ataque tiveram um início de temporada melhor em 2013. Dos 14 tentos assinalados, 11 surgiram dos jogadores de frente, outros dois dos defensores e um foi contra. Borges, com três gols, Dagoberto e Everton Ribeiro, com dois, eram os artilheiros da equipe. Nesta temporada o zagueiro Léo é quem mais marcou gols pelo time.
Outra justificativa para essa falta de gols pode ser em função da ausência do centroavante. Borges atuou apenas nas duas primeiras partidas do Campeonato Mineiro, contra URT e Caldense, quando saiu lesionado. O substituto, Marcelo Moreno, que ainda não está na melhor condição física, começou como titular em três partidas e marcou um gol. A outra opção seria Vinícius Araújo, mas o jogador foi negociado com o Valencia, da Espanha.
Em função disso, o técnico Marcelo Oliveira adotou até uma escalação diferente no clássico contra o Atlético-MG, com Willian e Dagoberto, que acabou dando boa movimentação na frente, mas tirou um pouco do poder de conclusão do time. O treinador disse que foi uma ideia para aproveitar os contra-ataques e declarou que não pretende repetir a tática nas outras partidas.
"Essa foi uma estratégia para esse jogo, porque estávamos na frente do Atlético, eles precisavam pontuar, certamente viriam para cima e colocamos esses jogadores para ter mais velocidade pelo lado. Apostamos nas jogadas de sair com velocidade, até aconteceram, mas não foram bem concluídas em gols, não chegaram a ser situações de definição", explicou o comandante, que também não pôde repetir a formação de frente por conta de alguns problemas.
O meia-atacante Everton Ribeiro, que ainda não balançou as redes nesta temporada, reconhece que o ataque tem deixado a desejar e prevê evolução com a sequência de partidas. "É sempre ruim não marcar, mas sabemos que continuamos fortes. E tenho certeza que com o passar dos jogos vamos marcar cada vez mais", comentou.
Para o craque do Brasileirão 2013, os jogadores precisam ter um pouco mais de tranquilidade no momento da finalização. "Tem que chegar no ataque e caprichar. Começo de temporada é assim mesmo, tem hora que você tenta, mas falta um pouco de perna. É caprichar mais quando tiver a oportunidade", destacou.
Defesa segura
Em contrapartida, a defesa do Cruzeiro tem apresentado ótimo desempenho até o momento. Foram apenas três gols em jogos oficiais este ano, um contra o Villa Nova, pelo Campeonato Mineiro, e dois diante do Real Garcilaso, sendo que não foi vazada em quatro partidas. Dessa forma, é a melhor do Estadual, até o momento.
Fonte: UOL Esporte








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