Antes da grande final do Estadual, Atlético e Cruzeiro estarão com as atenções voltadas para os compromissos pela Copa Libertadorse. O time celeste joga antes, na próxima quarta-feira, às 22h, diante do Real Garcilaso, no Mineirão, em busca da classificação às oitavas de final. Já garantido na fase seguinte, o Galo encara o Zamora, quinta-feira que vem, às 17h30, no Independência, para confirmar a liderança do grupo.
O jogo
Disposto a inverter a vantagem do Cruzeiro jogando com a torcida toda a favor, o Atlético foi para cima e teve mais volume de jogo, tomando a iniciativa. O Cruzeiro se posicionou mais atrás, mas sem se arriscar muito no ataque. Tanto que a posse de bola do Galo foi bem maior nos minutos iniciais. Mas faltava ser mais efetivo nas jogadas ofensivas. Já o time celeste chegou pela primeira vez em cabeçada de Dedé, depois de cobrança de escanteio.
Depois da pausa para os jogadores se hidratarem, o Cruzeiro melhorou a marcação no meio-campo. Mas ainda chegava de forma tímida ao ataque. O Galo, por sua vez, tinha em Diego Tardelli a melhor opção para conduzir a bola ao setor de frente. A melhor oportunidade do lado alvinegro, no entanto, saiu em um lançamento de Alex Silva, que Marion dominou sozinho, livre na área, mas tentou encobrir Fábio e bateu mal, praticamente recuando para o goleiro.
O Cruzeiro deu o troco com Wilian, que tabelou com Júlio Baptista, recebeu na área e chutou mal, à direita de Victor. O time celeste começou a segurar mais a bola na frente e também reforçou a marcação, dificultando para o Atlético, que passou a abusar dos chutões. Aos 37, Victor socou a bola em cobrança de escanteio e Ricardo Goulart desperdiçou ótima chance, concluindo para fora.
Mais chances perdidas
No segundo tempo o Cruzeiro mostrou mais aplicação e começou melhor. Tanto que teve a primeira grande chance, com Ceará avançando pela direita e chutando para defesa parcial de Victor. A bola ainda bateu em Ricardo Goulart e passou por sobre o gol, assustando os alvinegros. Mas foi o indício de que a etapa final poderia ser diferente. Principalmente com Willian puxando os contragolpes.
Mas foi do Atlético a chance mais clara do clássico, aos 18. Jô ajeitou de cabeça para Marion, que ganhou de Ceará, invadiu a área e cruzou para Tardelli, que tocou para fora, livre de marcação. O atacante lamentou a oportunidade incrível desperdiçada. A torcida deu um voto de confiança e gritou o nome do ídolo.
Os treinadores trocaram algumas peças: Marcelo Oliveira apostou em um homem de área, Marcelo Moreno, na vaga de Júlio Baptista. E Nilton substituiu Ricardo Goulart. Do lado atleticano, Paulo Autuori, com opções reduzidas, tirou Marion para a entrada de um atacante de ofício, o jovem Carlos. E o jogo ganhou emoção na reta final, com Fábio trabalhando duas vezes, em conclusões de Alex Silva e Guilherme. O clássico esquentou nos minutos finais, depois de lance entre Marcos Rocha e Moreno, mas logo os ânimos voltaram ao normal e a igualdade prevaleceu.
ATLÉTICO 0 X 0 CRUZEIRO
Atlético
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Otamendi e Alex Silva; Pierre, Donizete, Marion (Carlos) e Guilherme; Tardelli e Jô
Técnico: Paulo Autuori
Cruzeiro
Fábio, Ceará (Maike); Dedé, Bruno Rodrigo e Samudio; Henrique (Nilton), Lucas Silva; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart (Nilton) e Willian; Júlio Baptista (Marcelo Moreno)
Técnico: Marcelo Oliveira
Motivo: Primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro
Local: Estádio Independência
Data: 6 de abril, domingo
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (FIFA/AL)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (FIFA/SC) e Cleriston Cley Barreto Rios (FIFA/SE)
Cartões amarelos: Leonardo Silva, Marcos Rocha, Victor (ATL); Everton Ribeiro, Marcelo Moreno (CRU)
Fonte: SuperEsportes







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