A Fifa confirmou nesta sexta-feira que os fundos de investimentos serão banidos do futebol em alguns anos. A decisão partiu após pressão de clubes europeus, obrigados a pagar quantias milionárias em jogadores fatiados e encher o bolso dos investidores.
"Tomamos uma decisão firme que a participação de terceiros deve ser banida, mas não pode ser banida imediatamente, haverá um período de transição", disse o presidente da entidade, Joseph Blatter.
E qual o impacto dessa mudança no futebol sul-americano? Dependentes dos fundos para adquirir atletas, como é comum em várias negociações, os clubes brasileiros podem ter que se adaptar à nova realidade em breve. Com a alteração, a totalidade dos direitos econômicos seria das próprias agremiações. Seria mais difícil contratar atletas por cifras elevadas, mas, por outro lado, a quantia que entraria nos cofres seria maior em caso de venda.
A medida da Fifa não assusta o mandatário do Cruzeiro. Para Gilvan de Pinho Tavares, a decisão não afetará o perfil do mercado estabelecido no Brasil. A ideia dos gestores da entidade que controla o futebol é dar um prazo de três a quatro anos para sacramentar a ação.
“Isso é muito profundo (discussão da medida no Brasil). Nós temos normas jurídicas. A Fifa não é dona da legislação mundial. Essa decisão foi entre os clubes da Europa. Isso não vai prevalecer no Brasil. Nós temos normas aqui e a CBF mesmo foi contra. A Fifa vende bebidas alcoólicas lá, e não quer dizer que aqui ocorra a venda nos jogos do Brasileiro e outras competições. Houve todo um processo para a venda na Copa do Mundo. De imediato, não terá esse impacto no Brasil”, disse ao Superesportes.
A linha seguida por Alexandre Kali, presidente do Atlético, é diferente. O dirigente nega ter contratado jogadores com a ajuda de fundos de investimento, portanto, não teme que uma nova lei atrapalhe os planos do Galo.
“Eu não tenho fundo de investimento que me ajudou. Eu não sei quem é o fundo de investimento no Brasil. Todos os jogadores que estão aqui são do Atlético. Então acho bom, pois vai enfraquecer mais ainda (mercado)”, concluiu.
Se entrar em vigor no Brasil, o banimento dos fundos de investimento afetará a realidade dos clubes. Cruzeiro e Atlético, por exemplo, já contaram com a ajuda do patrocinador máster, banco BMG, para adquirir percentual de jogadores. Outros grupos famosos no mercado nacional são Traffic e Sonda.
O receio em perder o dinheiro investido pode fazer com que empresários agilizem a negociação de seus atletas para não sofrer prejuízos e ficar sem o percentual econômico dos jogadores.
Fonte: SuperEsportes
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
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» Fifa decide banir fundos de investimento do futebol, mas medida não preocupa mineiros








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