O Cruzeiro venceu o Democrata, semana passada, com uma virada na base da raça, num campo ruim. Ontem, no Mineirão, em seu primeiro jogo em casa, a equipe produziu pouco, e o gramado também não era dos melhores. Como consequência, amargou a perda de dois pontos, pois a Caldense fez ótimo jogo, muito bem comandada por Léo Condé, encarando o tetracampeão brasileiro de forma organizada, sem ficar o tempo todo na defesa. Preocupa-me o curto tempo que o técnico Marcelo Oliveira tem para ajustar o time para a estreia na Libertadores. Claro que ele ainda não tem à disposição todos os jogadores contratados, e como perdeu cinco atletas importantes, entre eles o grande criador e cérebro do time, Éverton Ribeiro, precisa achar o substituto rapidamente. Pode ser De Arrascaeta ou Riascos. Ontem, a equipe sentiu muito a falta desse cérebro, e, mais uma vez, Leandro Damião, centroavante à moda antiga, esteve mal e só foi notado quando deu o passe para Willian marcar o gol azul.
Tenho uma grande preocupação com relação aos defensores do Cruzeiro. Começaram a temporada de forma instável, não dando a menor segurança a Fábio. Era um setor que tinha em Dedé e Bruno Rodrigo seu ponto alto. Porém, com a cirurgia pelo qual passou o primeiro, a coisa anda complicada. Um exemplo disso foi um sufoco que a Caldense deu, por volta dos 25 minutos da segunda etapa, deixando atordoados os zagueiros cruzeirenses. Não se pode exigir um time entrosado com a chegada de tantas peças, mas o torcedor tem pressa, pois a Libertadores está aí batendo na porta e o Cruzeiro fará sua estreia dia 25. É a competição pretendida pela torcida azul, que sonha com o tricampeonato, para se igualar ao São Paulo.
E neste ano os clubes contaram com um período maior de pré-temporada, já que janeiro foi todo usado para isso. Os técnicos não podem reclamar. O problema é que a maioria dos reforços só chegou quase no fim do mês, e na semana passada ainda havia gente chegando. A torcida se acostumou com um time altamente técnico, que jogava em velocidade e de muita qualidade. Agora me parece mais competitivo, não tão técnico, mas ainda de qualidade. Só acho que o Cruzeiro não sabe jogar com centroavante fixo, paradão na área. Tanto assim que Marcelo Moreno tinha excelente entrosamento com Ribeiro e Goulart e movimentava-se muito. Por isso os três dividiram a artilharia no ano passado. Sei que estamos somente no começo da temporada, mas não estou gostando do que estou vendo, e acho que o torcedor azul também não.
Galo
Já o Atlético me parece mais encorpado e mais entrosado. Perdeu apenas Diego Tardelli e repôs à altura com a chegada de Lucas Pratto. Por isso não tem encontrado dificuldades nos primeiro jogos pelo Mineiro. O time é muito bem encaixado e treinado por Levir Culpi. Ele sabe que o grupo do Galo na Libertadores é dos mais complicados, e, além disso, vai estrear fora de casa contra o tradicional Colo Colo, no Chile. É um desejo também da torcida alvinegra o bi da Libertadores, para que o time possa jogar no Japão, em dezembro, o Mundial Interclubes. Vejo o Atlético com bons olhos, mas num grupo muito complicado. O Atlas, do México, é sempre perigoso, assim como o Santa Fe. Não é fácil vencer na Colômbia. Mas se há preocupação do lado de cá, deve haver também do lado de lá. Afinal, há dois anos o Galo levantou a Copa Libertadores, encarando principalmente os argentinos.
Praça de guerra
Mais uma vez, bandidos travestidos de torcedores transformaram as imediações do estádio do Palmeiras numa praça de guerra, em confronto com a Polícia Militar. Bares próximos ao estádio foram depredados, crianças e senhoras foram agredidas e a PM teve de usar bombas de efeito moral para tentar conter os bandidos. Uma vergonha. O jogo seria de uma torcida só, mas a Justiça decidiu que alguns milhares de corintianos poderiam ir ao jogo, o que gerou até mesmo briga entre eles. Já passou da hora de as autoridades darem um basta nisso, identificando os baderneiros, punindo-os e mandando-os para a cadeia, que é o lugar de marginal. O futebol brasileiro nessa lama, e esses delinquentes acabando ainda mais com os espetáculos. Continuo com a minha tese de que o pai que leva um filho ao estádio nos dias de hoje é irresponsável, pois põe em risco sua família. Vivemos num país violento, sob todos os aspectos, e o futebol reflete os desmandos que temos visto nos últimos tempos. Uma pena que isso aconteça, pois esse esporte sempre foi a forma de lazer mais barata e saudável para o povo brasileiro.
Fonte: SuperEsportes







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