“Entrei em contato com o empresário do Allano, que trabalhava com alguns jogadores aqui do Cruzeiro. O agente avisou que, no Rio, Allano era tratado como substituto do Vitinho no Botafogo, o que dificultou o negócio na época”, revela. “Mais pra frente, estava assistindo a um jogo do Botafogo e não o vi nem no banco. Liguei de novo para o empresário, que nem trabalhava mais com ele, e ele me disse que o Allano havia sido dispensado e estava no Avaí”, conta o dirigente, que esperou mais algum tempo até iniciar as negociações.
O clube celeste também demorou até finalizar a contratação. Tratado como joia pelos profissionais da base, Allano tinha seus direitos econômicos divididos entre Corinthians, empresários e Botafogo. Como condição para contratá-lo, o Cruzeiro exigia 50% dos direitos e demorou até conseguir convencer as partes. Em outubro, conseguiu assinar um contrato de risco com o jovem, que já renovou com a Raposa.
Nos meses de Toca I, Allano ganhou confiança dos profissionais que cuidam da gestão da base celeste. “Ele é tido pelos profissionais da Toca I como uma das maiores joias que já passou por lá. Não tenho dúvida do futebol, só que agora ele vai sofrer um grande assédio e vai ter que saber superar. Ele e a família. Mas em termos técnicos, é um dos jogadores mais diferenciados que saiu da base”, reforça Vicintin.
Dia histórico, bastidores com Luxa e possibilidade de se firmar
“Na terça-feira, eu treinei de manhã na base e me chamaram para treinar a tarde com os profissionais. Pelo que fiquei sabendo, o Marcelo já tinha decidido me chamar para o jogo. Depois do treino, no vestiário, quando estava pedindo carona para voltar para a Toca I, os meninos me falaram que eu estava no jogo”, contou Allano, que é mais próximo dos atletas formados na base do Cruzeiro, como Mayke e Alisson.
O jovem meia-atacante disse, porém, que não teve contato com Luxa além de um 'boa tarde'. “Até agora, ele me deu um 'boa tarde' e na hora do jogo, ali, quando fui entrar, conversei com ele. Ele me pediu pra acompanhar o Pará (lateral do Flamengo) e atacar”, contou.
O clube ainda decide se Allano seguirá treinando apenas com os profissionais, ou se voltará às atividades com o time de juniores do Cruzeiro. O jogador, no entanto, já tem a receita para vestir a camisa azul celeste em outras oportunidades: “Eu confio muito no meu potencial, tenho personalidade forte. Para quem quer ser jogador, tem que meter as caras. Não adianta ter que se esconder”.








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