“É diferente”. A frase é comum no discurso dos jogadores quando se trata de jogar a Copa Libertadores. A competição é tão importante que se torna prêmio de consolação para as equipes sul-americanas que não são campeãs em seus países. Mas quais são as diferenças? O espírito aguerrido dos adversários, jogos na altitude, viagens desgastantes, grama sintética, caldeirões nas arquibancadas, insegurança em algumas arenas e a mudança de idioma ajudam a explicar. Contudo, quando a bola rolar para algumas partidas desta terça-feira, será aberta a 55ª edição do torneio mais charmoso e cobiçado das Américas.
A competição deste ano sofrerá uma pausa para a disputa da Copa do Mundo, assim como aconteceu com a Copa das Confederações em 2013. Ao todo, 38 equipes, de 11 nações, incluindo três equipes mexicanas (América do Norte), disputarão a Copa Libertadores. A Conmebol organizou o calendário do torneio entre os dias 29 de janeiro e 13 de agosto. A parada devido ao Mundial ocorrerá nas quartas de final, a partir de 14 de maio.
Com sete troféus na galeria, o Independiente (ARG) é o maior vencedor da história da Libertadores. Mas a torcida “roja” não comemora um triunfo desde 1984. Nos últimos anos, o compatriota Boca Junior , com seis títulos, ficou com a fama de “sempre favorito”, mas os Xeneizes não estão classificados para esta edição. Quando o assunto é número de participações, o recorde fica com o Penãrol (URU), que jogou a competição 40 vezes e foi o primeiro campeão do torneio, em 1960.
Pela primeira vez na história, os dois arquirrivais mineiros estão na mesma edição da competição. O glamour pela presença de Atlético e Cruzeiro vai além do ineditismo, e os dois clubes despontam como favoritos para levantar a taça. O Galo é o atual campeão continental e a Raposa vem da conquista do Campeonato Brasileiro do ano passado.
Ao lado de Vélez Sarsfield, Newell's Old Boys, Bolívar, Unión Española, Cerro Porteño e Peñarol, Atlético e Cruzeiro foram cabeças de chave nos Grupos 4 e 5, respectivamente. O Alvinegro terá Nacional (PAR), Zamora (VEN) e o vencedor de Santa Fé e Monarcas em sua chave. O time celeste encara Defensor (URU), Real Garcilaso (PER) e o ganhador de Universidad de Chile e Guaraní pelo caminho.
JOGOS DA FASE DE GRUPOS
A renovação de Ronaldinho Gaúcho e a permanência de Everton Ribeiro, assediado pelo futebol europeu, podem ser considerados grandes reforços de Atlético e Cruzeiro para disputar o título. O Galo tentará ser bicampeão de forma consecutiva, fato que só ocorreu com seis equipes na história. E o Cruzeiro lutará pelo terceiro título da Libertadores, pois venceu as edições de 1976 e 1997.
Times do Brasil
Atlético-PR e Botafogo precisam passar pela primeira fase para entrar no torneio. Além disso, o Brasil também é representado por Grêmio e Flamengo.
Os cariocas se classificaram graças ao título da Copa do Brasil, mas têm um elenco limitado e lutam para ficar com Elias, volante que foi destaque em 2013 e pertence ao Sporting. Elano, ex-Grêmio, Alecsandro, ex-Atlético, são apostas para qualificar o plantel rubro-negro.
Vice campeão nacional, o Tricolor Gaúcho abriu mão de seu treinador e de alguns jogadores, como Dida, Elano, Vargas e Alex Telles. Em contrapartida, o técnico Enderson Moreira foi contratado para a vaga de Renato Gaúcho. A ideia é mesclar jogadores rodados - como Kleber, Zé Roberto e Barcos -, com jogadores mais jovens, casos de Marcelo Grohe, Werley e Máxi Rodriguez.
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O Furacão foi o que mais alterou seu planejamento. Depois de ser vice da Copa do Brasil e figurar no G-4 do Nacional, o presidente Mário Petraglia decidiu não renovar com Vágner Mancini e Paulo Baier, experiente camisa 10. O técnico espanhol Miguel Ángel Portugal, que estava no Bolívar, foi contratado. Em campo, as referências são o zagueiro Manoel e o atacante Marcelo Cirino, revelação do Campeonato Brasileiro em 2013. Adriano Imperador passa por um processo de volta aos gramados e treina com o elenco atleticano, mas não está inscrito na primeira fase da Libertadores.
O Botafogo passa por um processo de renovação. O time da Estrela Solitária realmente ficou sem a sua referência, o holandês Seedorf. O ex-camisa 10 pendurou as chuteiras para ser treinador do Milan. O técnico Oswaldo de Oliveira, o atacante Rafael Marques, o meia Hyuri são outras ausências. Para se reforçar, o clube trouxe Bolatti, Ferreira, Jorge Wagner e promoveu o técnico Eduardo Hungaro.
Rivais argentinos
Boca Junior e River Plate fora da Libertadores'2014. Pode parecer que o futebol argentino não vem com a mesma força, porém, a tradição da camisa das agremiações e a paixão dos torcedores pode fazer a diferença. Vélez Sarsfield, Newell's Old Boys, Arsenal de Sarandí, Lanús e San Lorenzo são os classificados.
O NOB foi semifinalista da última edição e tem muita força no Estádio Coloso Del Parque. Os principais jogadores do time são Máxi Rodriguez, que deve jogar a Copa de 2014 e o veterano Heinze. Atual campeão da Sul-Americana, o Lanús é comandado por Guillermo Barros Schelotto, que trinfou em sua primeira experiência no cargo. O ex-jogador marcou história no Boca.
O Arsenal de Sarandí protagonizou cenas de violência no Independência, diante do Atlético, em 2013. O time pertence foi fundado em 1957 por Julio Humberto Grondona, um dos maiores cartolas da Argentina. Grondona é o presidente da AFA (Associação de Futebol da Argentina) e também vice-presidente da Fifa. Constantemente, o clube é apontado como alvo de favorecimento pela arbitragem local, embora não seja considerado um time grande do país vizinho.
O clube do papa Francisco. O San Lorenzo de Almagro é o atual campeão argentino e ganhou repercussão mundial no ano passado depois que a nova referência da Igreja Católica assumiu ser sócio do clube. Em campo, o destaque é Leandro Romagnoli, que retornou para ser campeão pelo clube que o projetou. Porém, o meia foi oferecido a outros clubes, inclusive do Brasil, e pode se tornar desfalque.
Supercampeão argentino na última temporada, o Vélez chegou a ser apontado como favorito em outras Libertadores, mas não correspondeu as expectativas. Campeão em 1994, o time argentino não tem tanta torcida, mas pode dar trabalho. O lateral Emiliano Papa e o meia Insúa são os destaques.
A Conmebol divulgou a bola da Copa Libertadores. A pelota foi batizada de "Ordem" e é fabricada pela Nike. Com cor predominante branca, a bola tem detalhes nas cores das bandeiras dos países sul-americanos.
Detalhes passados pela organizadora do torneio relatam que a bola possui doze gomos, tem uma trajetória mais consistente e garante estabilidade e precisão em seu trajeto. Os jogos do dia 28 de janeiro marcam o início da utilização da “Ordem”.
Outros países
Os mexicanos têm sido adversários perigosos na Libertadores. Em 2013, o Tijuana eliminou o Palmeiras e quase despachou o Atlético. O Galo foi salvo pelo pé esquerdo de Victor, em defesa que marcou a conquista. Neste ano, Santos Laguna e León estão confirmados e o Monarcas joga a primeira fase. Outro país tradicional é o Uruguai. O mais tradicional de seus representantes de 2014 é o Penãrol. Defensor Sporting e Nacional também estão presentes. Vice campeão, o Olimpia não garantiu vaga no torneio, e o Cerro Porteño é um dos times paraguaios na disputa.
Fonte: SuperEsportes








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